​Longa vida para o público sênior

Crescimento da população com mais de 60 anos faz com que a indústria se renove de olho nas necessidades dessa faixa etária

Longa vida para o público sênior

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), homens e mulheres acima dos 60 anos já somam 29 milhões de pessoas. Eles passaram de 9,8% da população em 2005 para 14,3% em 2015. Até 2050, devem representar quase 30% da sociedade.

Além disso, os atuais consumidores acima de 60 anos possuem perfil diferente de décadas atrás: são mais ativos, preferem viver sozinhos e prestam atenção no que colocam no prato. Uma pesquisa realizada pela Tetra Pak no começo do ano mostrou que 88% deles priorizam a qualidade do produto como fator decisivo na hora da compra.

Destreza manual

Algumas habilidades motoras podem ser prejudicadas ao longo do tempo, principalmente para quem tem algum problema nas articulações, como a artrite reumatoide. “É comum, com a idade, as pessoas perderem a destreza manual e a força muscular”, explica a terapeuta ocupacional Tatiana Vieira do Couto, do Hospital do Servidor Público do Estado de São Paulo. Doenças como Mal de Parkinson e até o Diabetes (em que há redução da sensibilidade) tendem a tornar o manuseio de objetos ainda mais prejudicados.

Portanto, mesmo ativos e independentes, a população na melhor idade exige alguns cuidados no dia a dia. De olho nisso, a indústria vem lançando produtos com design inclusivo, mais fáceis de abrir, fechar e utilizar. “A Tetra Pak tem um centro de inovação em que busca trazer novidades para o consumidor final. Há dez anos desenvolvemos produtos de olho nas necessidades dos idosos”, conta Ricardo Martin, gerente de marketing da Tetra Pak.

Os estudos motivaram mudanças simples nas embalagens para auxiliar o idoso. “Aumentamos o tamanho e o raio da tampa e as ranhuras para permitir maior aderência na hora de abrir a caixa do leite e derramamento mais suave”, explica Ricardo Martin. Outra mudança é a base da caixa mais inclinada, também para facilitar sua abertura. “E trabalhamos também em conjunto com a indústria de alimentos. Ela desenvolve produtos fortificados ou enriquecidos para a população sênior e nós oferecemos embalagens mais convenientes, como as menores, pensando no idoso que mora sozinho”, conta o gerente de marketing.

A situação é muito diferente do que passava a aposentada Joana Pinheiro, de 66 anos. Ela lembra que há 30 anos o leite era comprado em embalagens de plástico que, apesar de acessíveis, tinham o inconveniente de terem que ser fervidos antes do consumo. “A primeira coisa que fazíamos era ferver todo o leite antes de consumir. E não dava para deixar no fogo sem ficar olhando. Um descuido e o líquido transbordava sujando todo o fogão”, conta. Ela lembra também que a validade do produto era curtíssima. “Na minha casa tínhamos que sair todos os dias para comprar leite. Não dava para fazer estoque”, diz a aposentada. Outro inconveniente? A embalagem precisava ser aberta com uma tesoura e, caso fosse armazenada, era necessário um suporte extra para segurar a embalagem. Era comum o leite derramar na geladeira ou até mesmo quando estava sendo manuseado.

Certificação internacional

Para ter certeza de que as inovações são realmente adequadas, a Tetra Pak busca apoio em instituições internacionais que atestam se as inovações serão realmente úteis a esse público. “Essas certificadoras nos ajudam a entender se as mudanças que propomos vão mesmo melhorar a vida do idoso”, diz Ricardo Martin. Com esse cuidado, a Tetra Pak já soma 10 embalagens certificadas pela Associação Sueca de Reumatismo (SRA) que garantem benefícios quanto à abertura e manuseio das embalagens.

Para a terapeuta Tatiana Vieira do Couto, especializada no atendimento a idosos, essas iniciativas são importantes, porque proporcionam independência e autonomia por mais tempo. “Hoje falamos muito em tornar o idoso mais participativo. E essas mudanças são fundamentais.”

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Este conteúdo é uma produção especial do Media Lab Estadão, criado em parceria com a Tetra Pak Brasil

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