Enquanto a obsolescência se torna uma questão cada vez mais premente na indústria de alimentos e bebidas, alguns produtores têm dúvidas sobre como (e quando) lidar da melhor forma com a atualização de velhas soluções. Aqui, compartilhamos quatro dicas para manter o controle da gestão do ciclo de vida, e manter sua fábrica em pleno funcionamento.
Aumento de custo dos materiais, software desatualizado e outras complicações modernas tornaram o impacto do tempo de inatividade não planejado mais prejudicial do que nunca. Manter a rentabilidade significa manter a agilidade. Não basta simplesmente resolver problemas. Hoje em dia, é necessária uma abordagem proativa de todos os aspectos da sua operação, incluindo a gestão do ciclo de vida.
Mas o que significa ser “proativo” neste caso? Com base na vasta experiência dos especialistas internos em atualização da Tetra Pak1, oferecemos quatro etapas de eficácia comprovada para se destacar e manter a lucratividade:
Como diz o velho ditado: conhecimento é poder. Para lidar com a obsolescência, é preciso compreender o nível real da ameaça em sua fábrica. Isso significa ter uma visão geral o mais abrangente possível dos seus ativos a qualquer momento.
No entanto, mapear a obsolescência das instalações não costuma ser uma tarefa simples. Um desafio específico é que diferentes fornecedores utilizam métodos, sistemas e terminologias diferentes para classificar a fase do ciclo de vida de suas peças e componentes. Pode ser difícil ter uma visão clara ao analisar uma fábrica com milhares de unidades instaladas.
Portanto, simplificar a categorização dos seus ativos, agrupando as fases do ciclo de vida dos fabricantes segundo um conjunto mais amplo de critérios, pode ser muito útil. De modo geral, há três fases principais do ciclo de vida que os produtores de alimentos e bebidas precisam levar em conta em uma avaliação desse tipo. A maneira mais fácil de entender isso é imaginar um semáforo de trânsito:
Após realizar essa avaliação da fábrica, não é incomum que um produtor de alimentos ou bebidas descubra que apenas uma minoria de seus ativos está na fase de “luz verde”. Trata-se de uma revelação estressante — como lidar com uma situação em que a maior parte do seu equipamento está obsoleta ou prestes a ficar?
Substituir todos os componentes “vermelhos” e “amarelos” de uma só vez é quase sempre impossível. O custo e o tempo de inatividade necessários para realizar uma revisão tão abrangente da fábrica seriam irrealistas para a maioria das empresas. Portanto, é importante não apenas identificar os riscos, como priorizá-los de acordo com as necessidades da sua produção e os tipos de máquinas que estão instaladas.
Por exemplo, sabemos que alguns ativos da fábrica são muito mais “críticos para as operações” do que outros. Embora uma falha imprevista em um componente possa levar à paralisação total da produção, normalmente há equipamentos menos utilizados que podem ficar fora de operação sem causar uma grande interrupção nos negócios. Da mesma forma, algumas peças tecnicamente “obsoletas”, de acordo com os critérios acima, ainda podem funcionar de maneira confiável por um longo tempo, sem grande risco de avarias graves.
O que é necessário nesta fase do processo é uma avaliação de custo-benefício das suas necessidades de gestão do ciclo de vida. Em outras palavras: uma avaliação do custo de determinadas atualizações comparada ao risco potencial de manter a peça obsoleta. Você pode descobrir que alguns componentes precisam ser substituídos o mais rápido possível, enquanto outras atualizações podem esperar até a sua próxima parada de manutenção planejada. Para as peças de menor prioridade, pode até ser possível adiar uma atualização indefinidamente.
Depois de identificar suas principais prioridades, como realizar o trabalho de manutenção da melhor maneira possível? Cada estratégia de gestão do ciclo de vida é única, mas, em termos gerais, há duas abordagens principais a considerar:
A estratégia “certa” é aquela que pode oferecer uma garantia econômica da confiabilidade da produção e da qualidade do produto, com o menor custo de propriedade a longo prazo. Isso, por sua vez, também depende de fatores específicos da sua fábrica, incluindo o mercado em que você opera e até mesmo o tipo de produtos que você fabrica.
Por exemplo, produtos sazonais, como sorvete, geralmente têm períodos de produção de alta intensidade, seguidos por épocas de baixa temporada, quando é possível realizar projetos de manutenção mais prolongados. Os fabricantes de sorvetes e produtos similares podem, portanto, planejar uma atualização completa de toda a linha sem interromper o curso normal das operações.
Por outro lado, um produtor de bebidas lácteas precisa produzir continuamente, durante todo o ano. Aqui, uma parada prolongada para manutenção, mesmo quando planejada, pode interferir no rendimento e na lucratividade. Um plano de implementação gradual costuma ser mais econômico nesses casos.
Ninguém compreende melhor as necessidades da sua fábrica do que você e sua equipe. Você sabe quais linhas são mais críticas para a produção, quais equipamentos estão causando problemas atualmente e quais áreas oferecem mais espaço para melhorias. Essa experiência é fundamental para construir sua estratégia de gestão de ciclo de vida.
Ao mesmo tempo, a mitigação da obsolescência é um campo que requer um alto grau de conhecimento especializado. Avaliar o estágio do ciclo de vida dos seus ativos requer um entendimento completo e atualizado do mercado global de componentes essenciais para instalações industriais. Um amplo conhecimento e experiência com os desafios da obsolescência também podem ser fundamentais para ajudá-lo a priorizar suas atualizações e planejar sua estratégia geral de ciclo de vida.
Talvez a curva de aprendizagem pareça assustadora, mas não se preocupe. Na verdade, poucos produtores de alimentos e bebidas contam com esse tipo de competência disponível internamente. É por isso que pode ser uma boa ideia trabalhar com prestadores de serviços que ofereçam um suporte que vá além da manutenção de rotina típica e respondam a perguntas difíceis sobre a gestão do ciclo de vida. Um fornecedor de serviços que não esteja familiarizado com o planejamento de obsolescência não é uma boa opção para suas operações a longo prazo.
Como fornecedor global de linhas de embalagem e processamento de alimentos, trabalhamos com diversos fornecedores em todo o mundo que produzem peças, componentes, tecnologias de automação e muito mais, os quais utilizamos em nossas soluções. Isso nos dá uma visão única sobre o status do ciclo de vida não apenas dos equipamentos que fabricamos, mas também de outros ativos comumente empregados em toda a indústria de alimentos e bebidas.
Com base nesse conhecimento, trabalhamos regularmente com os clientes para mapear os riscos potenciais de obsolescência e desenvolver estratégias proativas de gestão do ciclo de vida, de acordo com as necessidades específicas de cada fábrica.
Nossos especialistas em atualização acompanham o status do ciclo de vida das peças utilizadas em nossas linhas e soluções, e dispomos de um processo cuidadosamente elaborado para apoiar os clientes a enfrentar esses desafios. Esse processo inclui:
Vamos trabalhar juntos para implementar sua estratégia. Fale conosco hoje mesmo para agendar uma avaliação gratuita da sua fábrica com nossos especialistas em atualização.
1 Salvo indicação em contrário, todas as informações contidas neste artigo baseiam-se em longas entrevistas com Mark Day e Nikolay Andreychikov, dois especialistas em Tetra Pak Upgrade com vasta experiência no apoio a produtores de alimentos e bebidas em todo o mundo com desafios relacionados à obsolescência de fábricas e gestão do ciclo de vida.