O presidente da Tetra Pak Brasil, Marco Dorna, participa da COP30 reforçando o compromisso da companhia com a sustentabilidade e a transição para uma economia verde.
Tetra Pak participa ativamente da COP30, reforçando seu compromisso com a sustentabilidade e a economia circular. A diretora de Sustentabilidade para o Brasil e Cone Sul, Valéria Michel, representa a empresa em uma série de painéis e palestras:
Os mesmos sistemas alimentares dos quais a humanidade depende estão nos levando além dos limites do planeta1, gerando desafios significativos nas áreas de saúde, meio ambiente e socioeconomia.
Os alimentos estão no centro da nossa agenda de sustentabilidade, conectando tudo o que fazemos. Nosso propósito é claro: estamos comprometidos em tornar os alimentos seguros e acessíveis em todos os lugares, protegendo o que é essencial – os alimentos, as pessoas e o planeta. Por meio da colaboração em toda a cadeia de valor, transformamos a forma como os alimentos são cultivados, produzidos, processados, embalados, distribuídos e consumidos, construindo sistemas alimentares mais seguros, resilientes e sustentáveis2.
Enquanto os países preparam suas Contribuições Nacionalmente Determinadas3 (NDCs 3.0) para 2025, estamos nos unindo à comunidade climática e alimentar para defender planos ambiciosos e viáveis, alinhados às metas do Acordo de Paris.
Ignorar o “meio oculto” não é mais uma opção. O investimento direcionado e as intervenções políticas inteligentes no meio da cadeia de valor podem desbloquear um efeito cascata de resultados econômicos positivos, que vão muito além da restauração da natureza e da redução de emissões para construir sistemas alimentares sustentáveis, resilientes e equitativos para o futuro.
Investir nesse “meio oculto” implica a criação de empregos e crescimento econômico, apoio às PMEs e melhoria dos meios de subsistência dos agricultores, proporcionando acesso a mercados lucrativos e garantindo a estabilidade do mercado para agricultores e consumidores. Sistemas alimentares mais eficientes também mitigarão o impacto climático e na natureza, melhorarão a segurança alimentar e a nutrição e reduzirão a perda e o desperdício de alimentos.
Tetra Pak apresenta quatro propostas de políticas públicas para liberar todo o potencial do “meio oculto”:
Redirecionar o financiamento climático para construir sistemas alimentares mais resilientes |
Garantir que não haja compensações em segurança alimentar nas decisões sobre políticas e investimentos |
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| Reconhecer e investir em embalagens adequadas para o propósito como um componente estratégico do “meio oculto” | Acelerar a adoção de tecnologias de processamento de alimentos resilientes ao clima para impulsionar a inovação e o investimento |
Os sistemas alimentares globais estão em um ponto crítico, enfrentando os desafios da segurança alimentar e das metas climáticas. Embora os sistemas alimentares contribuam com mais de 30% das emissões globais de gases de efeito estufa (GEE)4, recebem apenas 4%5 do financiamento climático. O “meio oculto” dos sistemas de alimentos inclui partes da cadeia de valor, como fabricação, logística, armazenamento, embalagem e manuseio de alimentos. Apesar de representarem até 40% do valor econômico agregado nas cadeias de alimentos, essas atividades são frequentemente negligenciadas. Abordar esse “meio oculto” pode transformar matérias-primas em alimentos consumíveis, impulsionar a estabilidade econômica e incentivar práticas agrícolas sustentáveis.
Pedimos aos governos que priorizem essas transformações por meio de políticas de incentivo e financiamento ao longo de toda a cadeia agroalimentar, incluindo o “meio oculto”. A integração de políticas de sistemas alimentares às Contribuições Nacionalmente Determinadas3 (NDCs 3.0) pode incentivar a produção sustentável, melhorar a segurança alimentar e reduzir o consumo de recursos.
O mundo está em um momento crucial no debate sobre o clima global. À medida que as nações enfrentam a necessidade urgente de reduzir as emissões de gases do efeito estufa e garantir a segurança alimentar, a transformação dos sistemas alimentares tornou-se uma prioridade global. Conforme destacado na última COP do Clima em Baku (COP29), os líderes mundiais, formuladores de políticas e defensores da sustentabilidade estão focados em um segmento frequentemente negligenciado: o meio oculto das cadeias agroalimentares. Trabalhando juntos, buscamos viabilizar políticas, tecnologia, financiamento e parcerias que tragam visibilidade a esse segmento essencial.
Atualmente, as ações globais para cumprir o Acordo de Paris estão abaixo do esperado. Focar no meio oculto das cadeias agroalimentares pode gerar mudanças significativas.
Saiba como o aproveitamento desse conjunto de atividades frequentemente negligenciado pode contribuir para a segurança alimentar e enfrentar desafios climáticos.